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domingo, 25 de maio de 2025

3 Ordens para não esquecer o Senhor



O capítulo 8 de Deuteronômio deixa ensinamentos valiosos aos israelitas de como não esquecer do Senhor. Eles estavam prestes a conquistar a terra prometida. Moisés lembra-os de como Deus o tem conduzido por todo o deserto durante os 40 anos de Peregrinação. Diante disso, o servo do Senhor alerta-os dos perigos das riquezas e de como elas nos levam a esquecer de Deus. Assim, a finalidade deste texto pretende chamar nossa atenção para as três ordens dada aos israelitas para não esquecer do Senhor.

Guardar os mandamentos


"Guarda-te não te esqueças do Senhor, teu Deus, não cumprindo os seus mandamentos, os seus juízos e os seus estatutos, que hoje te ordeno" (Dt 8:11).


A primeira ordem, para não esquecer do Senhor, estava em guardar os mandamentos. Moisés exorta-os a cumprirem os mandamentos, por meio deles alcançariam a terra prometida (Dt 8:1); Deus permitiu que eles ficassem muito tempo no deserto para os humilharem, se guardariam ou não os mandamentos, para eles entenderem que nem só de pão viverá o homem, mas da providência divina (Dt 8:3). Moisés exorta-os a guardarem os mandamentos, pois levariam o povo a temer a Deus e andar nos seus caminhos (Dt 8:6). Por último, Moisés exorta-os a guardarem os mandamentos, porque por meio deles, mesmo diante das bençãos materiais, o povo não esqueceria do Senhor. Portanto, guardar os mandamentos do Senhor e cumpri-los leva uma vida de temor e santidade. Os mandamentos protegem nossos corações contra os perigos das riquezas. 

O perigo do orgulho 


“Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas” (Dt 8:17). 

 

A segunda ordem, para não esquecer do Senhor, estava quanto ao perigo do orgulho. Moisés alerta o povo quando eles entrassem na terra prometida dada seus pais, quando construíssem casas, a multiplicação dos gados, rebanhos, aumento da prata e ouro, ser abundante em tudo que eles possuíssem; deveriam tomar cuidado para que não elevasse o coração deles diante das bençãos recebidas (Dt 8: 13,14). Eles deveriam lembrar que Deus, por meio da sua providência, guio-os no deserto, não deixando faltar o maná, protegendo diante das serpentes abrasadoras, escorpiões e não deixando suas vestes envelhecerem (Dt 8:15,16). Deus, antes de abençoar o seu provo, primeiramente Ele humilha para que eles não se exaltem diante das bençãos materiais recebidas. O orgulho é pernicioso, ele é enganoso e muda completamente a realidade em nossa volta. Como disse Salomão: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda” (PV 16:18).

Reconhecer que a riqueza vem de Deus 


“Antes, te lembrarás do Senhor, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê” (Dt 8:18). 

 

A terceira ordem para não esquecer do Senhor estava em reconhecer que toda riqueza vem dEle. As riquezas podem se tornar um tropeço para a espiritualidade do povo de Deus, caso não tenhamos um entendimento correto dela. As riquezas em si não são más, ela se torna um laço para o povo de Deus ao colocar toda a confiança nela. Por isso, Moisés alerto-os de lembrar-se de que tudo que eles obtiveram, vem totalmente das mãos do Senhor. O próprio Deus que daria força para eles adquirirem a própria riqueza (Dt 8:17). Portanto, quando reconhecemos que tudo que temos vem das mãos do Senhor, nosso coração fica protegido contra idolatria e um coração totalmente materialista. Não coloquemos a confiança nas riquezas, mas na providência divina, sabendo que Ele cuida do seu povo amado. 

Conclusão

Em síntese, aplicando essas três ordens para a vida cristã, teremos um cristianismo mais sólido. Por isso, não deixemos de guardar os mandamentos do Senhor, memorizando e colocando em prática para o cotidiano. Além disso, precisamos ter uma constante vigilância quanto ao nosso coração, para não nos ensoberbecermos e apartarmos do Deus vivo. Por último, diante das bençãos materiais, devemos entender que tudo vem das mãos de Deus. 



Sidney Muniz 

 

sexta-feira, 30 de junho de 2023

A Possibilidade de uma Vida Santa



É possível o cristão viver uma vida santa diante desse mundo? Para muitos, isso é algo inalcançável nessa vida devido ao pecado. Mas o que a Bíblia tem a nos dizer sobre este assunto? Alguns pontos são importantes observamos. Esse texto, visa corrigir alguns pensamentos que é impossível viver uma vida piedosa.


As possibilidades segunda a Bíblia


Na Bíblia encontramos pessoas e textos ensinando a possibilidade de uma vida santa. Isabel e Zacarias eram pessoas justas, ambos tiveram uma vida irrepreensível (Lc 1:5,6), Jó também se enquadra nisso, o próprio Deus falou bem da sua conduta (Jó 1:8). Jesus ensinou sobre as duas casas, uma na área e a outra sobre a rocha, ilustrando aquele que praticava a palavra e o que não praticava (Mt 7:24-27). Tiago chamou atenção da igreja para o fato que a fé sem as obras são mortas, não que as obras salva, mas que elas são consequência da salvação. Paulo incentivou a igreja de Roma a apresentar seus corpos como sacrifícios vivos, insto é, ter uma vida totalmente voltada para Deus. Portanto, esses textos bíblicos são uma evidência que é possível o cristão viver uma vida santa nesse mundo.


Uma perfeita tempestade


Diante dessa comprovação bíblica temos uma perfeita tempestade. Se as Escrituras ensinam que é possível viver uma vida santa, por que para muitos cristãos é difícil de crê nisso? A dificuldade está na palavra “perfeição,” ser santo não significa está isento de erros nessa vida, muito pelo contrário, enquanto tivermos nesse corpo sempre lutaremos contra o pecado, pois ainda não recebemos um corpo glorificado. A salvação acontece de uma vez por no cristão, a santificação é um processo que terminar com a Segunda Vinda de Cristo para buscar a igreja. Assim, devemos entender que Deus aceita nossas obras com base nos méritos de Cristo alcançado na cruz. Deus sabe que nossas obras não são perfeitas, mas Ele olha para a nossa sinceridade e intenção.


Trapos imundos


Isaías profetizou: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam” (Isaías 64:6). Qual o contexto que o profeta estava utilizando essas palavras? Isaías estava profetizando contra os sacrifícios superficiais que o povo vinha oferecendo a Deus, adoração deles não correspondiam com a vida prática. Trapos imundos, não deve ser entendido como algo impossível ao cristão viver uma vida santa, Cristo nos justificou por meio da sua morte na cruz, fomos justificados com base nos méritos de Cristo. Dessa forma, quando Deus olha para o cristão, Ele ver a justiça de Jesus imputado ao crente.


O perigo da equivalência moral


Um dos perigos da vida cristã está na equivalência moral, isto é, banalizamos o pecado. Quando entendemos que todos os pecados são iguais aos olhos de Deus, o perigo de vivermos um cristianismo superficial e liberal se torna muito grande. Por isso, precisamos compreender que o pecado tem consequências diferentes, nem todo pecado tem a mesma punição. Todos os pecados são ofensivos aos olhos de Deus e requerem perdão, mas encontramos na Bíblia que alguns pecados são piores que os outros:


  • Deus puniu de forma drástica os amorreus (Gn 15:16).
  • A lei mosaica estabelecia penas diferentes para infrações diferentes.
  • A lei punia pecados não intencionais e os cometidos com atitudes desafiadoras (Nm 15:29,30).
  • Jesus ensinava que alguns pecados serão mais julgados com mais rigor no dia do juízo que outros (Mt 10:15).


Filhos, não bastados


O Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe (Hb 12:6). Somos filhos de Deus, como filhos Deus, sempre seremos corrigidos se tivemos andando em desacordo com a sua palavra. Deus nos corrige porque ele nos ama, por outro lado, se não aceitamos a sua correção, não somos filhos, mas bastados. Uma das finalidades da correção de Deus é para caminharmos em santidade, “toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça” (Hb 12:11). Essa correção pode vir através das tribulações e por meio de pessoas corrigindo a conduta do cristão. Portanto, a correção do Senhor não é para nos levar a vergonha, porém, a santidade com Deus.


Conclusão


Diante disso, fica claro por meio das Escrituras que não é impossível vivermos uma vida santa. Deus sabe que nossas obras jamais serão perfeitas nessa vida, enquanto tivermos nesse mundo, lutaremos conta o pecado, a santificação é um ato progressivo até a volta de Cristo para buscar sua igreja. Deus olha para nossas intenções se elas são ou não sinceras diante de sua presença.


Sidney Muniz
 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

3 Atitudes de quem confia em Deus

 



O salmo 3 ensina sobre as atitudes daqueles que depositam a sua confiança em Deus. Davi, quando escreveu esse Salmo, estava fugindo de seu filho Absalão. Apesar de está cercado por aflições e clamando ao Senhor, Davi não deixou de exprimir sua confiança em Deus. Portanto, veremos nesse texto as três atitudes de Davi que externa sua confiança em Deus.

Davi levava seus problemas a Deus

“Senhor, como tem crescido o número dos meus adversários! São numerosos os que se levantam contra mim (Sl 3:1).”

Primeira atitude de quem confia em Deus, leva seus problemas ao Senhor. Davi em sua oração expressa que tinha muitos inimigos, inclusive um deles era o seu próprio filho Absalão. Diante disso, Davi expressa sua confiança em Deus por meio da oração: “Com a minha voz clamo ao Senhor, e ele do seu santo monte me responde (Sl 3:4).” Davi, em meio as aflições, ele corre para o Senhor em oração, sabendo que somente Deus poderia livrá-lo de seus inimigos. Assim como o salmista, devemos levar nossos problemas a Deus por intermédio da oração, através das orações que venceremos quaisquer dificuldades.

Davi se lembra de quem Deus é

“Porém tu, Senhor, és o meu escudo, és a minha glória e o que exaltas a minha cabeça (Sl 3:3).”

Segunda atitude de quem confia em Deus, se lembra de quem Deus é. Davi sabia exatamente quem Deus é, conhecia a majestade de Deus e os atributos de Deus. Mesmo diante de extrema oposição, Davi encontrava conforto e segurança nos atributos de Deus, ele sabia que Deus é poderoso para o guardar. Deste modo, quando nos lembramos de quem Deus, os seus atributos, seus feitos poderosos descritos na Bíblia Sagrada, nossos problemas se tornam pequenos diante da grandeza de Deus. 

Davi descansava em Deus

“Deito-me e pego no sono; acordo, porque o Senhor me sustenta (Sl 3:5)”.

Terceira atitude de quem confia em Deus, descansa no Senhor. Mesmo em um acampamento de guerra, embora o inimigo o estivesse cercando, Davi podia pegar no sono e descansar porque sabia do cuidado de Deus na sua vida. A fé em Deus nos leva a confiar nEle, nas circunstâncias até mais difíceis da vida, sabendo que a vitória sempre vem Deus. Apesar do desespero em algumas situações, podemos encontrar refúgio em Deus para os nossos temores, sabendo que o Senhor é nosso Pai e que cuida de cada um de seus filhos. Portanto, descansemos confiando na providência de Deus.

Conclusão

Assim, essas são as três atitudes de quem confia em Deus. Isso nos ensina que, quando confiamos no Senhor, levamos nossos problemas a Ele por meio da oração. Olhando para seus atributos poderosos, pois eles nos leva a segurança e a esperança em Deus. Umas das evidências que confiamos em Deus, está quando descansamos no Seu cuidado amoroso.


domingo, 16 de outubro de 2022

Você fala palavras torpes?



O capítulo 4 do livro de Efésios contém uma série de exortações para o viver cristão, entre umas delas, encontramos advertência de Paulo sobre “palavras torpes”. O apóstolo Paulo destaca para aqueles irmãos que, a vida cristã engloba todos nossos atos, mesmo as palavras que saem da nossa boca. Por isso, ele trouxe essa advertência para aqueles cristãos.

O que significa torpe?

Segundo o dicionário português, torpe significa: baixo, desprezível, indecoroso, indigno, infame, sórdido, túrbido, vil, odioso e vergonhoso. Diante disso, podemos perceber que as nossas palavras conseguem pronunciar cada um desses significados com o nosso próximo. Por exemplo: quando difamamos ou procuramos denigrir a imagem de uma pessoa, estamos usando palavras torpes, estamos usando nossa língua para decompor e deteriorar alguém. Como disse Tiago:

Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno.” (Tg 3:6).

Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe

Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe” (Ef 4:29).

O apóstolo Paulo exorta os cristãos de efésios a não viverem o modo de vida antigo, mas viverem o modo de vida estabelecido por Cristo. Anteriormente, eles viviam uma vida de dissolução, andando em seus próprios pensamentos e desejos desenfreados (Ef 4:17-19). Nessa situação, Paulo aconselha aqueles irmãos a não usarem uma comunicação corrupta. Como cristãos, não podemos usar de linguagem indecente, seja ela qual for, não podemos utilizar de linguagens como essas. Portanto, gírias imorais, discursos obscenos, expressões de difamações, isso jamais é compatível com uma vida santa. Antes, o apóstolo já havia advertido: “Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém aos santos; nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças” (Efésios 5:3,4).

Palavras que edificam      

Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem” (Efésios 4:29).

Paulo exorta os irmãos de efésios a usarem palavras que sejam boas para a edificação. Para a igreja de Colossos, ele disse: “portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Cl 4:5,6).

Deus se importa completamente com nossas palavras, o próprio Jesus disse: “porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado” (Mt 12:37). Um dia, daremos conta de todas nossas palavras que proferimos no dia do juízo (Mt 12:36). Por isso, Salomão afirmou: “sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem às fontes da vida” (Pv 4:23). Devemos está em constante vigilância sobre o nosso coração, porque dele procedem às saídas da vida, Jesus disse que “a boca fala do que o coração está cheio” (Mt 12:34). Assim, é impossível falar palavras de edificação, se em nosso coração permanece o mal.

Conclusão

Diante disso, faço a seguinte pergunta ao querido leitor, você fala palavras torpes? As palavras torpes, não devem fazer parte da vida de um cristão, precisamos remover muitas coisas velhas dos nossos lábios. Por isso, é fundamental retirarmos palavras torpes, piadas imorais, criticas indecorosas e acusações levianas. Nossa língua, deve ser uma manancial de palavras que edificam, para que isso aconteça, precisamos encher o coração da palavra de Deus.  

 

Sidney Muniz


 

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Jovens, eu vos escrevi porque sois fortes (1Jo 2:14)



O apóstolo João direcionou certa palavra aos jovens: “Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno” (1 João 2:14). O que João estava querendo dizer para aqueles jovens? Será que com os jovens estavam fortes devido à sua juventude? Vejamos o que João procurava comunicar aos jovens daquela igreja.

Eu vos escrevi porque sois fortes

“Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno” (1 João 2:14).

João escreveu que os jovens eram fortes porque a palavra de Deus permanecia neles. Aqueles jovens eram fortes porque tinha uma relação íntima com a palavra de Deus, eles guardavam a palavra no coração, memorizavam, meditavam e praticavam as Escrituras. A força de uma jovem não está na sua juventude, mas se dá pela prática dos ensinos bíblicos. A semelhança do Salmista: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti” (Sl 119:11).

Quando o jovem não permanece na palavra, ele se torna um jovem fraco. Jesus foi bem claro na parábola da casa edificada na areia e a outra na rocha. A casa edificada sobre a areia veio os vendavais e a levou, todavia, a casa que estava sobre a rocha ficou firme. A casa sobre areia, levada pelos ventos, é o que não pratica a palavra de Deus, ele é levado por tudo vento de doutrina, dificuldades e filosofias mundanas.

Tentes vencido o Maligno

“Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno” (1 João 2:14).

O apóstolo descreveu que aqueles jovens venceram o Maligno. E quem era esse Maligno? O próprio diabo, João disse que o mundo jaz no Maligno (1Jo 5:19), tudo o que há no mundo está voltado para os desejos da carne, dos olhos e a soberba da vida; os que amam o mundo, o amor do Pai não está nele (1Jo 2:15,16).

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Esses jovens não se dobraram diante das filosofias que o mundo da sua época ofereciam, mas eles venceram. Como eles venceram? João explica:

“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo 5:4).

Esses jovens eram homens de fé, seu cristianismo estava firme na pessoa de Cristo. A fé verdadeira leva o cristão a resistir as tentações e se manter firme na palavra de Deus, por esse motivo João dizia: jovens, vos escrevi porque sois fortes.

Conclusão

Portanto, aqueles jovens eram fortes não devido à sua juventude, mas, porque eles guardaram a palavra de Deus no seu coração. Você guarda a palavra de Deus no seu coração? A verdadeira fé leva o cristão a resistir as tentações e filosofias que o mundo oferece, você as resiste com base nas Escrituras?

 

Sidney Muniz


 

domingo, 20 de março de 2022

O Exemplo de Esdras (7:10)



Esdras foi um sacerdote e escriba da lei no período pós exílico. Ele preparou o seu coração e buscou a Lei do Senhor, para cumprir e ensinar em Israel os seus estatutos e juízos (Ed 7:10). Ele foi um grande exemplo em buscar ao Senhor para o contexto da época. Esdras fez a diferença em três áreas.

Buscou a Lei do Senhor

Primeiramente, Esdras preparou o seu coração para buscar a lei do Senhor. Por quais motivos ele fez isso? A princípio, por amor ao Senhor, porque na lei ensinava: "ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e com toda a sua força" (Dt 6:5). Esdras tinha se dedicado a conhecer os caminhos do Senhor e os seus pensamentos por meio da palavra de Deus. E você querido leitor, tem procurado conhecer os caminhos do Senhor por meio da Bíblia? Jesus afirmou: “se alguém me ama, guardará a minha palavra” (Jo 14:23).

Praticou a palavra de Deus

Segundo, Esdras preparou o seu coração para colocar os ensinos da Lei em prática. Como sacerdote do Senhor, ele sabia os benefícios de praticar os ensinos da Lei e os juízos de Deus pela desobediência. Semelhantemente, não basta apenas termos o conhecimento da palavra de Deus e vivermos uma vida totalmente contrária a sua palavra. É importante compreendermos que Deus nos entregou a sua palavra para obedecermos, como disse o profeta Samuel: "eis que o obedecer é melhor que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros" (1Sm 15:22).

Ensinou a palavra de Deus

Terceiro, Esdras preparou o seu coração para ensinar em Israel os seus estatutos e juízos. Uma das responsabilidades na Antiga Aliança dos sacerdotes, era de ensinar a Lei do Senhor para o povo (Dt 33:10). Esdras liderou com Neemias um dos maiores avivamento da Antiga Aliança, o povo precisava de alguém capacitado para ensinar a palavra de Deus, Esdras foi a pessoa selecionada para expor os textos sagrados. O avivamento veio sobre Israel porque esse homem de Deus preparou o seu coração para buscar a Deus, praticar e ensinar a palavra de Deus. E nós como igreja do Senhor, será que temos seguido esse exemplo? Estamos colocando em prática a grande comissão? Ensinando as Escrituras para aqueles que necessitam de entendimento dela?

Conclusão

Esdras foi um grande homem de Deus, isso é um fato inegável. Ele continua sendo um exemplo para a igreja do Senhor. Esdras nos ensina três princípios importantes da vida cristã de como agradar a Deus: buscar conhecer mais o Senhor a cada dia, colocar em prática os ensinos da Bíblia Sagrada e compartilhar esses ensinos com as pessoas ao nosso redor.

 

Sidney Muniz


 

quinta-feira, 3 de março de 2022

5 Dicas para você ler a Bíblia de maneira piedosa



Ler a Bíblia é um dever de todo cristão que professa fé em Cristo Jesus. É impossível alguém se manter firme na fé, sem ler a Palavra de Deus, uma das características de quem foi alcançado pela graça é o seu prazer em alimenta-se das Sagradas Escrituras e colocá-la em prática no seu cotidiano. Em vista disso, vamos analisar cinco dicas para você ler a Bíblia piedosamente.

1. O que o texto está ensinando sobre o Deus trino

Entender o que o texto ensina sobre o Deus trino. Cada trecho da Bíblia que lemos nos ensinar sobre Deus e seus atributos. Por exemplo, quando você ler sobre as pragas que Deus enviou sobre o Egito. Aprendemos sobre um Deus poderoso que derrotou os deuses egípcios, operou milagres e mostrou sua justiça. Quando lemos sobre Deus tirando água da rocha, dando o Maná para o povo se alimentar, e fazendo com que a roupa do povo não desgastasse por quarenta anos, nos ensina o cuidado Deus por nós.

Quando você ler os textos bíblicos nessa direção, terá um entendimento mais aprofundado sobre Deus e seus atributos.

2. Quais exortações de Deus o texto apresenta

Segundo, ler o texto bíblico e verificar as exortações nelas contidas. Realizando perguntas como: o que esse texto está me ensinando sobre a prática de boas obras? Quais conselhos para uma vida de santidade essa passagem está me estimulando? Será que estou andando conforme os conselhos que o texto está apresentando?

Fazendo isso, você não apenas estará lendo as Escrituras, como procurando também viver na prática os ensinos bíblicos.

3. Quais bênçãos Deus promete 

Terceiro, analisar quais bênçãos Deus promete por atos de obediência. Um dos textos que podemos perceber isso, é no texto de Deuteronômio 28, Deus promete benção e maldição para o povo de Israel. Cada capitulo que você ler na Bíblia, perceba nela quais benção Deus concede por atos de obediência; paciência; misericórdia; socorro aos pobres; as bem-aventuranças bíblicas; zelo no serviço de Deus; fé e confiança em Deus.

Assim, a Bíblia não vai apenas ser um livro como os demais, mas um livro que vai te deixar mais próximo do Criador.

4. Leia a Bíblia com reverência

Quarto, leia a Bíblia com reverência como se Deus estivesse do seu lado falando as palavras do texto em que leu. Assim, as Escrituras Sagradas não serão apenas palavras ao seu coração e mente, mas a palavra do próprio Deus ditas pessoalmente a você! 

O objetivo disso, é leva-lo a prática da piedade e ter mais temor diante da Palavra de Deus.

5. Aplique as verdades da Palavra de Deus

Por último, aplique as verdades da Escritura ao seu coração. Não leia a Bíblia apenas como narrativas históricas, “porque tudo o que foi escrito nas Escrituras foi escrito para o nosso ensino” (Rm 15:4). Lembre-se, “toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o servo de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Tm 3:16,17).

Ao aplicar a Palavra de Deus ao seu coração tenha esses dois objetivos: confirmar a sua fé e aumentar o seu arrependimento.

Conclusão

Essas, sãos às cinco dicas que farão você ler as Escrituras piedosamente. Lembre-se que a sua vida é curta, faça bom uso do seu tempo porque um dia prestaremos conta diante do Senhor, pois somos mordomos de Deus. Quanto tempo você dedica a leitura da Bíblia? Não deixe que no dia do juízo as suas redes sociais e séries condene você por falta de tempos para ler as Escrituras.

 

Sidney Muniz



 

domingo, 30 de janeiro de 2022

Andando na Verdade



João ao escrever sua segunda epístola a senhora eleita e ao seus filhos, fica extremamente alegre pelo fato deles estarem andando, na verdade. Como João identificou que eles estavam andando, na verdade? Três pontos são importantes analisarmos sobre como aqueles irmãos colocaram isso em prática.

1. Conhecer a verdade   

O presbítero à senhora eleita e aos seus filhos, a quem eu amo na verdade e não somente eu, mas também todos os que conhecem a verdade (2Jo 1:1).

É impossível andar na verdade, sem primeiro conhece-la. Jesus em sua oração sacerdotal orou pelos discípulos: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17:3). Jesus sabia que se os discípulos não conhecessem a verdade que é o próprio Cristo, eles não andariam, na verdade (Jo 14:6). Dessa forma, conheceremos a verdade (Cristo) somente se nos dedicarmos ao estudo da palavra de Deus. É por meio da Escritura que conhecemos a pessoa do Deus trino.

2. Praticar a verdade  

Fiquei sobremodo alegre em ter encontrado dentre os teus filhos os que andam na verdade, de acordo com o mandamento que recebemos da parte do Pai (2 João 1:4).

O primeiro passo para andar, na verdade, é conhece-la, mas não basta apenas conhecer, é necessário colocá-la em prática. João ficou alegre ao ver aqueles irmãos colocando a palavra de Deus em prática, eles estavam guardando os mandamentos de Deus através do seu amor ao próximo (2 Jo 1:5,6).  Assim, fica claro que Deus não quer apenas que conheçamos a sua palavra, mas que pratiquemos. Jesus disse que se o amarmos de verdade, guardaremos a sua palavra (Jo 14:23).

3. Defender a verdade

Porque muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo (2Jo 1:7).

Após João enfatizar a importância de praticar a verdade, ele faz uma defesa. Aqui, o apóstolo estava combatendo uma heresia da época chamada Gnosticismo que não reconhecia a humanidade de Cristo, ele o chamava anticristo. Aqueles irmãos deveriam se acautelar dessa heresia e não ultrapassar a doutrina de Cristo como esses falsos mestres haviam feito (2 Jo 1:8,9). Portanto, além de praticar a palavra, devemos também defende-la; seja em nosso local de trabalho, casa e escola. Hoje, a verdade das Escrituras está sendo atacada constantemente pelo o pluralismo e relativismo. Como disse Pedro:

“Estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência” (1Pe 3:15,16).

Conclusão

Em resumo, podemos afirmar que para um cristão andar, na verdade, primeiramente é importante ele ter conhecimento da palavra de Deus. O cristão que não se interessa em conhecer a Deus, não andará, na verdade. Segundo, colocar os ensinos de Cristo em prática. Não podemos ser ortodoxo como a igreja de Éfeso e perder o primeiro amor. Terceiro, defender a verdade. Não basta apenas dizer ser cristão se você é omisso quando a verdade é atacada.

 

Sidney Muniz 


 

domingo, 18 de julho de 2021

O que podemos aprender com as murmurações de Israel?




Deus pela sua graça e misericórdia tirou o povo de Israel do Egito, onde estavam escravizados pelas mãos de Faraó. Deus fez vários milagres diante de Israel, o povo viu o mar vermelho se abrindo, Deus derrotando os egípcios, uma nuvem guiando-os pela manhã e uma coluna de fogo durante a noite. Entretanto, eles caíram no pecado da murmuração, por causa disso, sofreram muitas consequências. Diante disso, podemos tirar algumas lições para a nossa vida com as murmurações de Israel.   

O que é murmuração?

Primeiramente, é importante definir o que é “murmuração” para compreender melhor as murmurações de Israel. Segundo o dicionário Michaelis, murmuração significa o “ato ou efeito de murmurar, murmúrio, falatório maledicente, calúnia, detração e maldizer”.[1] No sentido bíblico, murmuração denota resmungar, desprazer secreto não declarado abertamente.[2]

As murmurações de Israel

Após definir a palavra murmuração, podemos destacar quatro murmurações de Israel durante a sua peregrinação para à terra prometida. Primeira, pela falta água (Ex 17.1-7). O povo começou a murmurar pela falta de água quando acamparam em Refidim (Ex 17.1). Disseram a Moisés: “Por que você nos tirou do Egito, para nos matar de sede, a nós, a nossos filhos e aos nossos rebanhos?” (Ex 17.3).

Segundo, pelo alimento (Ex 16.1-3; Nm 11.4-6). No deserto, eles murmuraram contra Moisés e começaram a sentir saudades das comidas dos egípcios, como do pepino, peixes, melões, dos alhos silvestres, das cebolas e dos alhos (Nm 11.5). Ainda falaram contra Deus: “Mas agora a nossa alma está seca, e não vemos nada a não ser este maná” (Nm 11.6).

Terceiro, pela terra (Nm 13.25-33). Moisés escolheu doze espias para espiar à terra. Os doze foram e trouxeram o relatório da terra diante do povo, falaram que à terra era boa, manava leite e mel, mas o povo era mais forte que Israel porque eram gigantes e mais fortes. Por causa disso, os filhos de Israel murmuraram: "Porque o Senhor nos traz a esta terra, para cairmos a espada e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não seria melhor voltarmos para o Egito? (Nm 14.3).

Quarto, pela liderança (Nm 16.1-50). Corá, Datã e Abirão se levantaram com duzentos e cinquenta homens dos filhos de Israel contra a liderança de Moisés e Arão (Nm 16. 2). O argumento dos que incitaram a rebelião era que toda a congregação era santa e Moisés com Arão estavam se exaltando sobre ela.

Portanto, será que a semelhança de Israel não estamos caindo no mesmo pecado de murmuração? Quando reclamarmos do pão de cada dia que Deus coloca em nossa mesa e da liderança da igreja quando ela faz o que é correto?

As consequências das murmurações de Israel

Apesar de Israel murmurar contra Deus de várias forma no deserto, essas murmurações trouxeram consequências para o povo. A primeira consequência, os murmuradores não entraram na terra prometida. Da geração que saiu do Egito, apenas Calebe e Josué entraram na terra prometida (Nm 14.30), os outros morreram no deserto e apenas a geração que nasceu no deserto entraram na terra. A segunda consequência, pragas no meio do povo. Os dez espias que fizeram murmurar toda a congregação de Israel contra Moisés, maldizendo da terra, esses homens morreram de praga diante do Senhor (Nm 14.36,37). Por último, foram derrotados diante de seus inimigos. Moisés conta ao povo tudo o que Deus iria fazer com eles devido a seus pecados, com isso, eles ficam tristes e decidem derrotar seus inimigos para conquistar a terra prometida. Contudo, Moisés os advertem a não enfrentarem os seus inimigos porque Deus não seria com eles, o povo não deu ouvidos a palavra do Senhor sendo derrotados pelos amalaquitas e cananeus (Nm 14.44,45).

Em suma, podemos aprender que a murmuração pode trazer consequências graves a vida cristã. Ela impediu de Israel conquistar suas vitórias diante de seus inimigos, como também de alcançar a terra prometida.

Como vencer as murmurações

Diante disso, podemos nos perguntar: como o cristão vence as murmurações? Podemos vencer de três maneiras. Primeiramente, confiando na soberania de Deus. Toda a murmuração de Israel mostrava a sua falta de confiança em Deus, quando confiamos no Senhor a murmuração não tem espaço para ocupar o nosso coração. Cremos em um Deus bom, criador de todas as coisas, Ele não abandona o seu povo e nem entregou ao acaso, mas que dirige e governa conforme a sua santa vontade.[3] Segundo, grato a Deus. Quando murmuramos contra Deus, estamos mostrando através de nossos atos e palavras que não estamos satisfeitos com a sua providência e nem gratos pelas circunstâncias. Sobre isso, Paulo escreveu: “em tudo deem graças, porque esta é a vontade de Deus para você em Cristo Jesus” (1Ts 5.18). “Um coração grato jamais se dobrará diante das murmurações”. Terceiro, cânticos de louvor a Deus. Paulo escreveu para a igreja de Éfeso: "falando entre vocês com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando com o coração ao Senhor (Ef 5.19). Paulo demonstra que uma das características de quem está cheio do Espírito Santo, é um coração voltado para o louvar a Deus. A ordem bíblica é: "quem está triste, ore. Quem está alegre, canta (Tg 5.13). O louvor no livra de toda murmuração, como diz certo hino da harpa cristã: “Em vez de murmurares, canta. Um hino de louvor a Deus”.[4]

Dessa maneira, louvando a Deus, grato diante de qualquer circunstância e confiando na sua soberania, jamais cairemos no pecado da murmuração. Por outro lado, se cairmos, Deus perdoará os nossos pecados se confessarmos a Ele (1Jo 1.9).

Conclusão

Portanto, a murmuração prejudicou extremamente a vida espiritual de Israel. As lições diante disso, é que o povo sofreu muitas consequências por causa desse pecado e muitos não alcançaram a terra prometida. Além disso, podemos guardar o nosso coração da murmuração com um coração grato a Deus, confiando na sua providência e louvando ao Senhor. Por último, seguindo a orientação bíblica:

Fazei tudo sem murmurações nem contendas (Fp 2:14).

Nem murmureis, como alguns deles murmuraram sendo destruídos pelo exterminador. Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado (1Co 10:10,11).

 

Sidney Muniz

Notas:



[1] Site michaelis.uol.com.br

[2] Aplicativo My Bible

[3] Confissão Belga

[4] Harpa Cristã – 302

 

quinta-feira, 18 de março de 2021

O Cristão e as Redes Sociais (Como Glorificar a Deus)


O principal objetivo do homem é glorificar a Deus e alegra-se sempre nEle (1Co 10.31). As redes sociais não ficam fora disso, é esperado que o cristão venha glorificar a Deus por meio das mídias. Diante disso, podemos questionar, como glorificar a Deus da melhor maneira nas redes sociais? Assim, quatro atitudes são essenciais ao cristão para que ele use as mídias de forma sábia e prudente.

O cristão não deve ser escravizado pelas mídias

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas (1 Co 6.12).

A primeira atitude para o cristão glorificar a Deus por meio das redes sociais, é ter uma postura sóbria. O cristão não pode ser escravizado pelas redes sociais e pela opinião alheia. Os jovens da cultura contemporânea estão cada vez mais viciados pelas mídias, o comportamento da maioria pode ser percebido através de uma vida ociosa e ansiosa. Além disso, é importante que o servo de Deus evite gastar horas navegando pela “internet”, eles devem investir seu tempo em buscar a Deus, família, trabalho e nos estudos. Portanto, o cristão deve usar a “internet” de forma sóbria, remindo o tempo, porque os dias são maus (Ef 5.16).

O cristão deve zelar por um bom testemunho nas mídias

Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus (Mt 5.16).

A segunda atitude para o cristão glorificar a Deus por meio das redes sociais, é zelar por um bom testemunho. O nosso comportamento diante da “internet” é um testemunho para os nossos irmãos na fé, muitas vezes recém-convertidos. Não podemos fazer comentários nas redes sociais de forma sarcástica e agressiva em nome de Deus. Há cristãos que ofendem o próximo, desqualificando, entre risadinhas debochadas de superioridade, se forem contrariados. Por mais que venhamos discordar de algum pensamento doutrinário de nossos irmãos na fé, essa discordância deve ser feita com amor e misericórdia. Dessa forma, seremos luz se nos importamos em zelar por um bom testemunho nas redes sociais.

O cristão deve procurar glorificar a Deus nas mídias

Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus (1Co 10.31).

A terceira atitude para o cristão glorificar a Deus por meio das redes sociais, é compartilhar assuntos que glorifique a Deus. A princípio, o servo de Deus deve se perguntar se as suas postagens são uteis de algum modo? Ou se está propagando mais o ódio nos seus comentários e compartilhamentos? Nós fomos chamados para glorificar a Deus nas redes sociais, somos “ministros da reconciliação” e cooperadores de Deus. “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe”, ou seja, não saia nenhuma palavra torpe dos vossos dedos (Ef 4.29). Além disso, ele deve se perguntar qual a utilidade das publicações, se há algum valor nas postagens ou se apenas propaga assuntos que não edificam. Tudo que não edifica e não glorifica o nome de Deus, devemos rejeitar. Assim, estaremos fazendo tudo para a glória de Deus.

O cristão deve procurar evangelizar nas mídias

Estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo (1Pe 3.15,16).

A quarta atitude para o cristão glorificar a Deus por meio das redes sociais, é evangelizar nas mídias. Esse evangelismo é por meio do nosso testemunho, perguntando-nos como os descrentes analisam o nosso comportamento nas redes sociais e como as nossas postagens estão sendo interpretadas. Nessa era da cultura-tela, somos chamados também para ser imitador de Cristo, respondendo às pessoas sobre a razão da esperança em que fomos chamados, mas fazendo isso com mansidão e amor. Em suma, Jesus disse que a boca fala daquilo que o coração está cheio. Se o nosso coração está cheio da palavra de Deus, será impossível não falar do amor de Deus por meio das redes sociais.

Conclusão

Portanto, essas são às quatro atitudes para o cristão glorificar a Deus através das redes sociais. Como diz o Catecismo Puritano na primeira pergunta:

Qual é o objetivo principal do homem? Resposta: O objetivo principal do homem é glorificar a Deus.

Que esse possa ser sempre o desejo do nosso coração, glorificar a Deus em todas as esferas da vida.



Sidney Muniz



Referências:

Catecismo Puritano

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Como Restaurar o Fervor Espiritual


 

Sabemos que a vida cristã não é um mar de rosas, ela é cheia de altos e baixos. Existem momentos na caminhada cristã que estamos cheios de fervor espiritual, em outras ocasiões, nem tanto assim. Mesmo que em momentos de nossas vidas venhamos a perder de alguma forma o fervor espiritual, a Bíblia nos ensina como restaurar. Portanto, o objetivo desse texto é trazer algumas diretrizes com base na Palavra de Deus de como restaurar o fervor espiritual.  

O que é fervor espiritual?

Segundo Orlando Boyer, fervor espiritual é uma pessoa que tem “diligência, dedicação e zelo pelas coisas de Deus.”[1] O dicionário online de português define como: “zelo ardente por coisas de piedade, de caridade, ardor e entusiasmo.”[2]

Paulo escrevendo a igreja de Roma disse: “no zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor (Rm 12.11).” Observe, Paulo fala para aquela igreja ser “fervorosa de espírito”, mas o que significa ser fervoroso de espírito? Segundo F.F. Bruce, significa ser “ardoroso no Espírito Santo.” Ele interpreta “espírito” sendo uma referência ao Espírito Santo.”[3] A mesma expressão é usada com relação a Apolo em Atos 18.25. Às duas passagens abordam o mesmo significado. Portanto, esses sãos alguns dos significados da palavra fervor.

Características de quem perdeu o fervor espiritual

Após descrevermos o significado de fervor, quais seriam as características de uma pessoa que perdeu o fervor espiritual?

Primeiramente, falta de uma vida de oração. Quando um cristão deixa de cultivar uma vida de oração, provavelmente ele perde esse fervor em sua vida. Um carro jamais caminhará sem gasolina, do mesmo modo é um cristão sem uma vida de oração.

Segundo, falta de interesse pela Bíblia. Um cristão que não zela pela leitura da Palavra de Deus na sua vida diária, ele abre várias portas para o mal, inclusive para a falta de diligência.

Terceiro, falta de interesse em congregar. Alguns cristãos perderam o entusiasmo de estarem reunidos com seus irmãos, para adorar a Deus, ouvir o sermão, orar com seus irmãos. Muitas dessas pessoas entendem que ela é a igreja individualmente, mas Jesus e os Apóstolos nunca ensinaram uma carreira solo dos cristãos, somos dependentes uns dos outros, isso que é ser igreja.

Enfim, essas, sãos às três características de quem perdeu o fervor espiritual. E você querido leitor, se encontra dentro dessas características?

Por que devemos ser fervorosos?

Diante dessas características de pessoas que perderam o fervor, qual seria o motivo para um cristão ser fervoroso? Primeiro, ser fervoroso é uma “ordem divina.” Paulo disse para a igreja de Roma: “sede fervoroso de espírito” (Rm 12.11), ele não estava falando de uma opção para aqueles servos de Deus, mas um imperativo divino. Deus não esperava deles uma vida morna, sem diligência, porém, dedicação nas coisas de Deus. Além disso, não devemos ser “vagarosos em buscar a Deus.” Nunca foi da vontade do Senhor que os seus filhos sejam relaxados na sua maneira de buscar a Deus, isso não é cristianismo bíblico. Portanto, ser fervoroso é uma ordem divina para os cristãos, não é buscar a Deus de qualquer jeito, mas com dedicação e temor.

Como restaurar o fervor espiritual?

A Bíblia ensina que o fervor é uma ordem divina, entretanto, como restaurar o fervor espiritual? Três atitudes são de extrema importância:

Primeiro, buscar a Deus em oração. Quando o povo de Deus encontrava-se em decadência espiritual, os profetas de Deus proclamavam os seus erros e os exortavam a voltar a Deus em oração. O Senhor apareceu a Salomão em sonhos e disse como o povo deveria restaurar o fervor espiritual se um dia perdesse:

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra (2Cr 7.14).”

Precisamos buscar a Deus em oração, confessar os nossos pecados, lembrar de onde caímos e praticar as primeiras obras para retornar ao primeiro amor (Ap 2.4,5). Além do mais, devemos seguir os exemplos bíblicos de homens de oração. Precisamos falar para Deus em nossas orações como Davi: “a minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo (Sl 42.2);” falar como Samuel: Quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós (1Sm12.23);” ou seguir o exemplo de oração que Jesus nos deixou, o Pai nosso (Mt 6.9-15), a própria vida de oração de Jesus deve ser um exemplo para nós.

Segundo, buscar a Deus em sua Palavra. Jamais teremos restauração espiritual sem buscarmos a Deus diariamente nas Sagradas Escrituras, a Bíblia cita vários homens de Deus que eram dedicados nisso. Queremos apenas destacar três:

Esdras

“Esdras tinha disposto o coração para buscar a Lei do Senhor, e para a cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos (Ed 7.10).”

Davi

“Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia! (Sl 119.97).”

Jesus

“Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (Jo 8.31,32).”

Alcançamos uma restauração espiritual quando decidimos buscar a Palavra de Deus, praticar os seus ensinos e para compartilhar com outras pessoas sobre o amor de Deus. A meditação é imprescindível nas Escrituras, é nosso dever meditar no livro Sagrado diariamente para aquecer as chamas do entusiasmo cristão, seremos apenas de fato discípulos se permanecemos na Palavra de Deus.

Terceiro, os dons espirituais. Procurar usar os dons que Deus nos concedeu é uma forma de restaurarmos o fervor espiritual. Paulo demonstra que todo cristão recebeu um dom quando recebeu a Cristo como seu Salvador (Rm 12.4; Ef 4.7; 1Pe 4.10). A Bíblia demonstra várias categorias de dons que Deus concedeu a igreja (Rm 12.6-8; 1Co 12.8-11,28; Ef 4.11). O que um cristão deve fazer, é orar a Deus pedindo por iluminação para saber qual o dom que Deus lhe deu, para assim usar na edificação do corpo de Cristo.   

Conclusão

Portanto, a única forma de restaurar o fervor espiritual é buscar a Deus. Os caminhos que Deus nos concede é por meio da sua Palavra, lendo, meditando, estudando e praticando. A oração de extrema importância, vários homens de Deus fizeram proezas para o reino de Cristo porque cultivaram uma vida de oração. Deus tem concedido dons a você querido leitor, use para o reino de Deus e para que vidas sejam edificadas para a glória de Deus.

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Sidney Muniz

 

Notas:



[1] Orlando Boyer – Enciclopédia Bíblica

[2] Dicionário online de português

[3] Romanos Introdução e Comentário – F. F. Bruce.