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sábado, 1 de junho de 2019

Advertência de Jesus contra os Falsos Profetas



O capitulo 7 de Mateus descreve sobre o sermão da montanha ou sermão do monte. No final do capitulo, especificamente do verso 15 ao 19, Jesus adverte seus discípulos contra os falsos profetas. E quem eram os falsos profetas da época de Jesus? Quais advertências que seus discípulos deveriam levar em conta? 

Esse texto tem a finalidade de responder essas perguntas.

1. Acautelai-vos

A primeira advertência de Jesus aos seus discípulos foi: “Acautelai-vos dos falsos profetas”. Acautelai-vos, significa literalmente “manter-se, guarda-se, ser cuidadoso, voltar à mente ou atenção a algo, estar em guarda”.

Jesus queria que seus discípulos fossem prudentes diante dos falsos profetas. E as razões disso, era pelo fato deles apresentassem disfarçados como ovelhas, mas por dentro serem lobos devoradores. Com isso, Jesus estava querendo dizer que não era fácil identificar á primeira vista os falsos profetas. O apóstolo Paulo destaca que o próprio satanás se transforma em um anjo de luz, assim também seus ministros se transformam em ministro da justiça (2Co 11.14,15).

Mas afinal de contas, quem eram os falsos profetas do contexto histórico de Jesus? Antes de responder essa pergunta, devemos ter duas coisas em mente:

Primeiro, Jesus relaciona esses profetas com os grupos religiosos da sua época. Segundo, os que ouviram a mensagem de Cristo entenderam perfeitamente que se referia ao seu contexto.

Os falsos profetas mencionados por Jesus eram os escribas e fariseus. Nos Evangelhos Jesus alerta os discípulos contra esse grupo religioso (Mt 16.6,11,12; Lc 12.1; 20.46,47).

Portanto, estas passagens demostram claramente Jesus advertindo seus discípulos contra as autoridades da época, isto é, escribas e fariseus.

 2. Analogia feita por Jesus

A) Jesus afirma que para conhecer os falsos profetas é preciso observar seus frutos. Após essa declaração, Ele faz uma analogia para elucidar melhor o assunto, perguntando aos seus discípulos se havia como um espinheiro ou figueira produzir uvas. Em outra ocasião, declarou aos fariseus que é impossível a árvore boa produzir maus frutos, como maus frutos brotarem de uma árvore boa.

Sabemos que Jesus ao usar a analogia dos frutos, estava se referindo as ações das autoridades religiosa judaicas. Não tem como esconder uma má ação por muito tempo, porque Jesus disse que nada há encoberto que não venha a ser revelado (Lc 12.2). Por isso, era preciso analisar bem as ações dos profetas.

B) Jesus disse que pelos frutos conhecerão os falsos profetas. Podemos destacar como:

Primeiro, se refere o caráter. Jesus chama atenção aqui dos discípulos para olharem o caráter dos falsos profetas da época, isto é, escribas e fariseus. Jesus chama os fariseus de sepulcros caiados, por fora é bonito, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia. Parecem justos diante dos homens, contudo, por dentro estavam cheios de hipocrisia e de iniquidade (Mt 23.27,28).

Segundo, doutrina. Os fariseus pregavam e não praticavam (Mt 23.3), atavam fardos pesados sobre os ombros das pessoas (Mt 23. 4), ensinavam doutrinas de homens – tradição – e não a palavra de Deus. Esse mesmo costume dos fariseus ainda permeia na igreja de Cristo, homens que colocam usos e costumes acima da palavra de Deus.

3. Moisés e Jesus

Olhando para essa passagem, principalmente nesse trecho que Jesus alerta seus discípulos sobre os falsos profetas, percebemos a semelhança com Moisés. Em Deuteronômios capitulo 13, Moisés alerta a nação de Israel contra os falsos profetas, assim como Jesus no sermão da montanha. Moisés chama atenção para a lei, os profetas deveriam profetizar de acordo com ela; Jesus chama atenção dos discípulos para olharem os seus frutos, ou seja, tanto a doutrina como o caráter. Logo, percebemos que Cristo é um tipo de Moisés.

Conclusão

Diante disso, as lições que podemos extrair dessa passagem é:

Primeiro, devemos nos acautelar dos falsos pregadores da atualidade. Sabemos que muitas vezes não é fácil, pelo fato de parecer com o verdadeiro, mas analisando prudentemente não seremos enganados.

Segundo, conhecemos os falsos mestres pelos frutos que apresentam. E os frutos como aprendemos até aqui é o seu caráter e doutrina. Mas para que conheçamos isso, é necessário termos conhecimento da palavra de Deus, somente ela nos dará o discernimento do falso e do verdadeiro.


Referencias:
Dicionário Vine

Sidney Muniz

terça-feira, 17 de julho de 2018

A característica do falso e do verdadeiro profeta



Como podemos distinguir um profeta verdadeiro do falso? Sabemos que nos dias de hoje há muitos pregadores, e vários ministérios; muitos deles até se intitulam bispos, apóstolos e profetas. Jesus disse que um dos sinais da sua vinda, seria o aumento do engano religioso, e estamos nesses dias, por isso precisamos estar fundamentados nas escrituras, para identificar aquilo que é verdadeiro e aquilo que é falso.

Um texto que vai nos ajudar nisso, é o encontro que Jeremias teve com um profeta chamado Hananias, registrado no livro de Jeremias capitulo 28. Jeremias, profeta de Deus, profetizou no capitulo 27 que todas as nações deveriam servir ao rei da babilônia, e se colocar sobre o julgo de Nabucodonosor. As nações que não obedecessem, seriam punidas com a morte, peste e fome. O profeta do Senhor também adverte o povo a não dar ouvidos aos falsos profetas, porque eles profetizavam somente coisas do seu próprio coração.

1. Quem era Hananias?

Não temos muita informação sobre esse homem, a Bíblia apenas revela que ele era filho de Azur, o profeta de Gibeão (Jr 28:1). Este profeta, aparece sobre Israel em um período que o povo não estava bem espiritualmente, socialmente e politicamente. É nesse contexto que ele aparece e profetiza ao povo, sua profecia é muito parecida com a do profeta de Deus; ambos falam: Assim diz o Senhor. “Os falsos profetas, sempre vão aparecer em momentos que o povo de Deus estiver enfrentando alguma crise, é típico deles”.

2. A profecia de Hananias

Mas qual eram as características da profecia de Hananias? Aqui vamos destacar duas, que são:

A) Suas palavras eram de paz. Jeremias havia profetizado que o cativeiro babilônico seria de 70 anos, e que as nações deveriam se entregar ao julgo do rei da babilônia. Hananias por outro lado, não concordava com a profecia do servo do Senhor, ele afirmava que o julgo da babilônia duraria apenas dois anos (Jr 28:3). Por quê dois anos? porque essa palavra era agradável ao povo, a de Jeremias não. Aqui fica mais que evidente que uma das marcas dos falsos profetas é sempre falar o que o povo quer ouvir, e não o que Deus quer realmente dizer. Eles gostam de mensagens alto-ajuda, de esperança, motivacional, e dão exemplos de pessoas que venceram na vida, afirmando que o mesmo pode acontecer novamente. Esses ditos pregadores, falam que você não veio ao mundo para sofrer, mas vencer. Isso contradiz o que Cristo disse aos seus discípulos: no mundo tereis aflições (Jo 16:33). Esses falsos profetas, nunca darão ênfase ao evangelho da cruz, porque falar do evangelho da cruz, é falar do sofrimento e perseguição que os cristãos enfrentam na caminhada cristã.

B) Suas palavras não continham julgamento. Outra característica de Hananias, e de muitos hoje, é que sua mensagem não confronta o pecado. Quando Jeremias proclamou contra a nação de Israel a se submeter a Nabucodonosor, era por causa das ações do povo, que não eram boas, e ofendiam a Deus. Hananias foi contra a palavra do profeta de Deus. Geralmente, os falsos profetas não falam contra o pecado, não mostram um Deus que se ira contra a iniquidade, suas pregações não terão temas como: a ira de Deus, justiça divina, apostasia, santidade, inferno e etc. Por que eles não dão destaques em suas prédicas sobre isso? Porque sua motivação não está na mudança do povo de Deus.

3. A resposta de Jeremias a Hananias.

O lugar onde Jeremias profere sua profecia que é contrariada por Hananias, foi dentro da casa de Deus. Na resposta dele, podemos analisar as características de um verdadeiro profeta do Senhor, e quais são? Vamos aqui destacar duas:

A) Mensagem analisada a luz das Escrituras. Quando Hananias pronunciou suas palavras dizendo que vinha do Senhor, e não concordando com a de Jeremias, o profeta do Senhor responde: Quanto ao profeta que profetizar de paz, quando se cumprir a palavra desse profeta, então será conhecido que o Senhor na verdade enviou o profeta (Jr 28:9). Jeremias aqui, está citando o texto de Deuteronômio 18:22, que, era o teste para saber se uma profecia era de Deus ou não. Ou seja, Jeremias estava querendo dizer a Hananias, que não bastava apenas ele pronunciar palavras de ânimo para ser aceito como profeta do Senhor; sua profecia deveria se cumprir para ser considerado autentica as suas palavras.

O verdadeiro pregador da palavra de Deus, irá direcionar as pessoas para as escrituras, como fez Jeremias. Sua pregação vai ter como centro, Deus e a Sua Glória, na pessoa de Cristo Jesus. Ele nada vai falar de si mesmo, mas aquilo que está nas Escrituras, para a edificação e aplicação da palavra a necessidade da igreja. Como disse João Calvino: Não existe exposição sem aplicação, toda exposição vai levar aplicação.

B) Prega o julgamento divino. A segunda resposta de Jeremias foi: Os profetas que houve antes de mim e antes de ti, desde a antiguidade, profetizaram contra muitos países e contra grandes reinos, acerca de guerra, de fome e de peste (Jr 28:8). Todos os profetas levantados por Deus, falavam do julgamento divino com o objetivo de fazer o povo se voltar para o Senhor, ou seja, o julgamento divino que eles pregavam, era para levar as pessoas ao arrependimento; isso que Jeremias queria dizer a Hananias.

Nesses últimos dias que estamos vivendo, é muito difícil encontrar temas de pregações voltadas para o arrependimento. Quando se prega o julgamento de Deus, comumente se fala do arrependimento, para que o povo reconheça seus pecados e se volte para Deus com sinceridade, e viva uma vida de santificação. “Tanto Jesus como João Batista, suas pregações tinham como tema o julgamento e o arrependimento” (Mt 3:2,7,8; 4:17). Jesus ensinou aos seus discípulos a levarem essa mensagem de arrependimento a todas as nações (Lc 24:46,47). Portanto, esse tipo de pregação precisa ser mais ouvida nos nossos púlpitos!

4. O julgamento de Hananias

Depois de Jeremias haver dado essas respostas, o profeta Hananias de forma atrevida e arrogante volta a profetizar as mesmas palavras (Jr 28:11). Os falsos profetas, sempre se mostrarão arrogantes e atrevidos. Jeremias após isto, volta ao seu caminho. Deus fala ao coração de Jeremias, e manda ele refutar toda a profecia de Hananias (Jr 28:13,14). Deus apenas não enviou o profeta a refutar, mas também pronunciar esta sentença:

Ouve agora, Hananias: O Senhor não te enviou, mas tu fazes que este povo confie numa mentira. Pelo que assim diz o Senhor: Eis que te lançarei de sobre a face da terra. Este ano morrerás, porque pregaste rebelião contra o Senhor. Morreu, pois, Hananias, o profeta, no mesmo ano, no sétimo mês (Jr 28:15-17).

Deus puniu toda profecia falsa de Hananias, e honrou a profecia do seu servo. O que levou Deus a punir Hananias, foi que ele mentiu para o povo, levando a nação acreditar em uma paz que não existia. Sua profecia, levara o povo de Deus a se conformar com o pecado. Como disse John Owen: em tempos de perigo e de ameaça de calamidade sempre há os que afirmam ter revelações extraordinárias. O diabo os instiga a encher os homens de falsas esperanças para conservá-los no pecado e na segurança enganosa. Quando então vem o juízo do Senhor, são apanhados de surpresa. Portanto, todo aquele que diz ter revelações extraordinárias, encorajando os homens a se sentirem seguros vivendo pecaminosamente, faz a obra do diabo, pois tudo aquilo que encoraja os homens a se sentir seguros em seus pecados, procede do diabo.

Se tivermos pregando a semelhança de Hananias, não combatendo o pecado, falando apenas para massagear o ego das pessoas e prosperidade, seremos castigados por Deus. Por isso, sejamos firmes em nossas palavras a semelhança de Jeremias.

Conclusão:

O que aprendemos até aqui, é a diferença entre a profecia verdadeira e a falsa. A verdadeira pregação sempre dará ênfase ao julgamento de Deus, com o objetivo de levar as pessoas ao arrependimento, os dois andam lado a lado. Jesus era um exemplo claro disso, Ele pregava o arrependimento, conduzia o povo as Escrituras e falava somente o que estava escrito.

A pregação falsa, fala somente o que o povo quer ouvir. Normalmente, esses tipos de pregações não confrontam o pecado, são totalmente antropocêntricas e materialistas. Esses pregadores trazem essas mensagens, porque estão mais preocupados com fama do que com a espiritualidade do povo. Que possamos seguir o exemplo de Cristo em tudo, e combater os falsos profetas a luz das Escrituras.

Sidney Muniz

Notas:
A arte expositiva de João Calvino
O Espirito Santo de John Owen

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Falsas profetisas




Assim como a Bíblia fala claramente sobre falsos profetas no meio do povo de Deus, há também menções a falsas profetisas. No livro de Ezequiel, especificamente no capítulo 13, encontramos Deus ordenando o profeta a se direcionar contra essas profetisas que estavam corrompendo o povo do Senhor.

Ezequiel foi chamado por Deus para profetizar ao povo que se encontrava no exílio, sua missão tinha como objetivo chamar as pessoas a fidelidade. A situação da nação não era boa, o povo tinha abandonado a lei do Senhor, por isso, Deus permitiu que outras nações o levassem para o exílio como julgamento divino. 

Esse texto tem por objetivo, expor os erros dessas profetisas, que também se aplicam a nossa realidade. 


1. A ordem de Deus contra as falsas profetisas 


Deus ordena Ezequiel profetizar contra as profetisas que falavam somente palavras do seu próprio coração (Ez 13:17). Por isso, Deus manda o profeta ir contra essas mulheres, porque elas não estavam levando a mensagem recebida do Senhor, mas as suas próprias palavras. Caso bem parecido com as profetisas atuais, elas são chamadas de pastoras, apóstolas e bispas. Essas ditas, trazem para o povo suas opiniões e não aquilo que a bíblia ensina, e vemos que os membros defendem os pensamentos das mesmas com unhas e dentes.

Assim como Deus ordenou a Ezequiel que fosse contra essas mulheres, devemos nos opor aos ensinos errôneos das profetisas da nossa atualidade, ensinos que têm mantido muitos em erros doutrinários. Paulo disse: E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós (1Co 11:19). Será que estamos fazendo defesa do evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo? Se não estamos, é porque estamos sendo omissos em nossas ações. O texto é claro em dizer: “importa que haja heresias”, para que os “sinceros se manifestem”. Estamos entre os sinceros, ou entre os omissos? Que possamos dizer como Lutero: A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço.


2. Os erros das falsas profetisas


Observamos em Ezequiel, que os erros encontrados na época, são similares com os que vemos hoje, não há nada novo debaixo do sol. Dentre esses erros vemos obras de feitiçaria. Essas profetisas colocavam pulseiras mágicas nos braços e véus na cabeça das pessoas. Práticas pagãs que Deus condenava na sua palavra (Dt 18:9-13). O fato delas colocarem “pulseiras nos braços” e “véus na cabeça”, nos lembra a ordem de Deus para Israel ensinar a obediência a lei que, seria como um sinal para “as mãos” e “olhos” (Dt 6:6-9; 11:18). Logo, mãos e olhos aqui, é símbolo de obediência a lei de Deus. Partindo desse entendimento, essas mulheres não estavam levando a nação a obedecerem aos mandamentos de Deus, mas a praticarem o misticismo das nações pagãs. 

Muitas mulheres que pregam o evangelho hoje, praticam as mesmas coisas das profetisas da época de Ezequiel, levando várias pessoas ao misticismo, e não ao evangelho puro e simples. Muitas criam campanhas, intituladas de vale do sal, campanha do embelezamento e outras. Puro misticismo! 

Elas profanaram o nome do Senhor. Deus havia sido desonrado por essas mulheres, não encontramos nelas zelo pelo nome do Senhor, amor e desejo de glorificá-lo como Deus. Todavia, encontramo-las “profanando” o nome dEle. E de que forma elas fizeram isto? Por um “punhado de cevada e pedaço de pão” (Ez 13:19). As coisas de Deus estavam sendo usadas para o lucro pessoal, ou seja, estavam fazendo comércio das coisas divinas. Isso seria mera coincidência para os nossos dias? Quando abrimos a nossa TV, vemos o santo nome de Deus sendo comercializado. Assim fizeram nos dias de Ezequiel, e assim fazem nos dias de hoje.

Elas também espalhavam mentiras. As falsas profecias dessas mulheres estavam matando aqueles que não haviam de morrer, e guardando vivos aqueles que não haviam de viver (Ez 13:19). Deus diz em sua palavra: Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que põem as trevas por luz, e a luz por trevas, e o amargo por doce, e o doce por amargo! (Is 5:20). Ao invés de falarem a realidade em que a nação se encontrava, criavam falsas esperanças e não falavam a palavra do Senhor. Os que estavam vivendo no pecado, eram incentivados, enquanto os justos eram tratados com desprezo; assim o coração daqueles que prezavam por uma vida reta, era entristecido (Ez 13:22). Essa é uma das provas para detectarmos um falso profeta, ele nunca proclama contra o pecado, sempre fala o que as pessoas querem ouvir. Como disse o próprio Jesus: pelos frutos os conhecereis (Mt 7:20). 


3. O julgamento de Deus sobre as falsas profetisas 


Depois de Deus revelar para o profeta os erros dessas mulheres, mandar proclamar contra elas, agora Deus vai intervir em favor do seu povo:

Primeiro, Deus julgaria suas obras de feitiçaria. Essas profetisas viviam na prática da feitiçaria, espiritismo e magia negra. Segundo alguns comentaristas, elas empregavam poderes malignos para eliminar fisicamente a vida do próximo (Ez 13:19). Deus julgaria por causa dos seus amuletos e véus que utilizavam para ganhar a vida, isso estava profanando a Deus e seus mandamentos que estavam sendo quebrados.

Sabemos que Deus é amor, mas também é justiça. Um dia ele julgará por meio da sua vinda, todos aqueles que estiverem trazendo obras místicas para dentro da igreja, e todo fogo falso receberá seu julgamento. 

Segundo, Deus livrará seu povo. Apesar dessas profetisas trazerem tantas mentiras para a nação, e caçar o povo com seus amuletos e véus para obter lucros, Deus ainda assim livraria seu povo das garras dessas mulheres. O Senhor não estava com os olhos fechados para o que estava acontecendo, porque Ele é um Deus zeloso. O Senhor acabaria com a visão dessas profetisas, e com as suas falsas profecias, e todos aqueles que serviam a Deus iam saber que só Ele é o Senhor (Ez 13:23). 

Como Jesus disse: porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Veja, o texto diz “se possível fora, enganariam até os escolhidos”, aqui encontramos um conforto, e esse conforto é que, aqueles que Deus escolheu; não permanecerão no engano. 


Conclusão


As falsas profetisas do tempo de Ezequiel trouxeram muitos prejuízos para aquelas pessoas, principalmente com as obras de feitiçaria e falsas profecias. Portanto devemos ter cuidado com aquelas que trazem o misticismo para o corpo de Cristo. Deus ordena que o profeta proclame contra as suas obras, para que assim seus erros sejam desmascarados. Com isto, somos encorajados a proclamar a verdade divina, para que assim, muitos venham ser libertos das heresias difundidas hoje. 

Podemos aprender por meio desse texto que, Deus zela pelos seus e que no momento certo, Ele aplica seu julgamento contra aqueles que trazem falsos ensinos para a igreja. 


Sidney Muniz

Notas: 

Comentário bíblico de Warren W. Wiersber

Comentário bíblico de Beacon

Comentário bíblico de Matthew Henry

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Os profetas de Baal da Atualidade



O capítulo 18 da primeira carta a Reis, narra um dos desafios mais importante da história bíblica, a vitória de Elias sobre os profetas de Baal. Essa vitória foi significativa, porque deu continuidade aos propósitos de Deus para o povo do Senhor.

Nesse texto, tenho como o objetivo mostrar como Elias confrontou os profetas de Baal, como também apontar a relação desses profetas com os da atualidade, ou seja, mostrar as características existentes em ambos; o contraste entre o culto verdadeiro e o falso; a mensagem do profeta de Deus e dos de Baal.

Contexto Histórico 

Para entendermos melhor o confronto de Elias com os profetas de Baal, precisamos entender em que situação o povo de Deus se encontrava. O rei que governava Israel nessa época era Acabe, e ele fez tudo o que era mau diante do Senhor, mais do que os reis que foram antes dele. O mesmo se casou com uma mulher chamada Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi e serviu a Baal, e o adorou (1Rs 16:31). A lei do Senhor, não permitia um rei casar-se com uma pessoa que não fosse da mesma fé, porque isso resultaria em um distanciamento de Deus. Acabe desobedeceu a palavra de Deus e com isso colocou toda a nação na apostasia. O povo não seguia mais a Deus como antes, mas sim, os deuses das nações que estavam ao seu redor.

É nesse contexto, que Deus levanta o profeta Elias para confrontar o pecado do povo e trazê-los ao arrependimento.  

Elias desafia os profetas de Baal

Depois de Elias profetizar uma seca sobre Israel, Deus manda ele ir para o ribeiro de Querite e ficar lá por um certo tempo (1Rs 17:3). Acabando o tempo, Deus envia o profeta para se encontrar com Acabe, e o rei ao encontra-lo diz:

E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhe: És tu o perturbador de Israel? Então disse ele: Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do SENHOR, e seguistes a Baalim (1Rs 18:17,18).

O profeta de Deus deixa claro para o rei que, ele não tem perturbado a Israel, mas o rei sim, porque deixou os mandamentos do Senhor.

Depois disso, Elias diz para Acabe reunir diante dele os quatrocentos profetas de Asera e os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal no monte Carmelo, o lugar do desafio. Aqui não quero entrar em detalhes geográficos sobre o Carmelo, mas sabemos que esse lugar foi escolhido por Elias, porque era neste local que era realizado os cultos a Baal, o deus da fertilidade, do trovão e da lavoura. Então, seria um desafio estratégico para os profetas de Baal provarem se ele de fato era um deus.
Acabamos de ver o lugar do desafio. Agora qual era o desafio que Elias fez os profetas de Baal? O texto diz:

Dêem-se-nos, pois, dois novilhos; e eles escolham para si um dos novilhos, e o dividam em pedaços, e o ponham sobre a lenha, porém não lhe metam fogo; e eu prepararei o outro novilho, e o porei sobre a lenha, e não lhe meterei fogo. Invocai o nome do vosso deus, e eu invocarei o nome do Senhor; e há de ser que o deus que responder por meio de fogo, esse será Deus. E todo o povo respondeu, dizendo: É boa esta palavra (1Rs 18:23,24).

O elemento desse desafio envolvia um sacrifício, e o deus que respondesse com fogo, esse será Deus. 

O culto oferecido a Baal

Elias pede aos profetas de Baal, para prepararem primeiro o seu sacrifício, pois eles eram muitos e ordena-os a invocarem o nome de seu deus, sem pôr fogo (1Rs 18:25). Então, os profetas de Baal oferecem o seu culto ao seu deus.

E com esse culto, podemos tirar cinco verdades para os dias de hoje sobre os profetas de Baal da atualidade.

Primeiro, orações vazias. O texto menciona que, esses profetas clamaram desde a manhã até o meio dia (1Rs 18:26). Muitos pregadores de hoje se encontram em igualdade com esses homens, cheios de palavras bonitas, porem suas orações são sem conteúdo. Jesus disse que não devemos usar de vãs repetições nas orações, isso Ele falava sobre pessoas usarem palavras bonitas e eloquentes, mas seu coração não estava em harmonia com suas palavras (Mt 6:7).

Segundo, danças. Os profetas de Baal clamavam, porém, não eram atendidos. A passagem declara que eles saltavam em volta do altar que tinham feito (1Rs 18:26). Esse saltar em outras versões fala que eles dançavam em volta do altar. Isso era uma forma deles cultuarem o seu deus. Do mesmo modo, muitos líderes de igrejas têm imitados os profetas de Baal, tem introduzido essa pratica nas igrejas. Nem no Antigo e nem no Novo Testamento ensina que dançar é um elemento para cultuar a Deus dentro de uma congregação. Isso são modismos que trazem para a igreja (não sou contra a dança em si), apenas não vejo como elemento para culto. Miriã e Davi quando dançaram foi algo pessoal e era em um contexto militar, obtida a vitória era normal as pessoas se alegrarem e dançarem para comemorar. Não encontramos os mesmos, ensinando isto como regra para uma congregação dançar. Agora faço uma pergunta diante disso, em que uma coreografia vai edificar a igreja? Alguma pessoa se converteu vendo alguém dançar? Até hoje não vi um testemunho sequer sobre tal caso.

Terceiro, autoflagelação. O autor de 1Reis demonstra que, esses profetas se retalhavam com facas e lancetas até escorrer sangue para que o seu deus respondesse (1Rs 18:28). Isso era uma prática condenada pela lei do Senhor. Sabemos que existe seitas praticante do autoflagelamento ainda hoje. Mas aqui quero chamar sua atenção para o exagero que esses homens cometiam, todavia, no tempo presente ainda encontramos falsos profetas com o mesmo extremismo dos profetas de Baal; eles ensinam os fies a entregarem todas suas financias numa espécie de fogueira santa, tridizímos, lenços e etc. Por isso, denomino eles como os profetas de Baal da atualidade. 

Quarto, êxtases. Como os profetas dançavam, se retalhavam com facas e nada de serem atendidos, agora eles começam a profetizar até a hora do sacrifício da tarde (1Rs 18:29). Em outras versões este profetizar é cair em êxtase. Eles caíram ao meio dia e foram até a tarde (15 hrs). Podemos ver que, não há nada de novo na teologia como disse Charles Spurgeon, exceto a heresia. Os cultos a Baal eram marcados por êxtases, do mesmo modo como é em muitos círculos evangélicos; onde manifestação do Espírito é; pessoa que cai no chão, rodar, gritar, derrubar o outro com a mão, pregadores jogando paletó, unção do riso, pastores entrevistando demônios e a lista é grande e não para por aí. Precisamos fazer como Elias, confrontar essas manifestações estranhas e contrarias a Palavra de Deus. Como disse John MacArthur: as pessoas fazem o Espírito Santo parecer ridículo.  

Quinto, falar somente o que agrada o povo. Os profetas de Baal comiam da mesa de Jezabel, esses homens eram sustentados por Acabe, porém, só podiam profetizar o que agradava ao rei. A prova disso, encontramos quando o rei Acabe fala que Micaías nunca profetizava o que era bom a seu respeito (1Rs 22:8). Os profetas da atualidade, pregam somente aquilo que agrada o povo, por isso suas mensagens são bem de alto ajuda, antropocêntricas e triunfalistas. Você nunca vê eles combatendo o pecado, falando sobre a volta de Jesus, arrependimento, justificação e etc. Toda mensagem é bem centrada nas coisas dessa vida. Como disso Paulo: Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas (2Tm 4:3,4).

Elias vence os profetas de Baal     

Depois de analisarmos os profetas de Baal oferecendo o culto a sua divindade e comparar suas características com os profetas da presente era. Agora vamos analisar como Elias derrota os falsos profetas. Nessa passagem, podemos aprender as qualidades de um profeta verdadeiro que preza pela pureza do evangelho. Aqui quero deixar quatro características desse homem de Deus.

Primeiro, confronta o pecado do povo. Antes de Elias chamar os profetas de Baal e Asera, ele combate a vida dúbia do povo: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; mas se Baal, segui-o. O povo, porém, não lhe respondeu nada (1Rs 18:21). Um verdadeiro profeta de Deus, nunca vai se conformar vendo sua congregação vivendo uma vida rasa e voltada para dois reinos (mundo e igreja). No tempo dos reformadores, esses homens eram destemidos, não falavam para agradar as pessoas e nem deixavam de falar quando viam que a igreja estava caminhando para o erro; eles exaltavam as verdades que estão contidas na Palavra de Deus. No presente século, você vê pregadores pregando de uma maneira bem light, para que os ouvintes não se ofendam. Portando, os profetas do Antigo Testamento, Jesus e os apóstolos eram homens que combatiam o pecado.

Segundo, restaura o altar. Os profetas de Baal não foram bem-sucedido no seu sacrifício, agora era a vez de Elias oferecer o dele. O texto mostra que, o profeta de Deus reparou o altar havia sido derrubado (1Rs 18:30). O que isto significa? Isso nos dar a entender que Elias restaurou o culto a Deus, porque no Antigo Concerto a adoração ao Senhor envolvia sacrifícios de animais, mas hoje sobre a Nova Dispensação tudo isso teve seu cumprimento na pessoa de Cristo. Aqui podemos entender também que o profeta zelava pela glória de Deus, por um culto onde Deus fosse o centro e não os deuses daquelas nações. Olhando para os cultos de hoje, encontramos que Deus não é mais o centro, o homem virou a pessoa central do culto; todo tipo de entretenimento é colocado na igreja, menos a palavra é valorizada. Como disse John MacArthur: tudo parece estar na moda hoje, exceto a pregação.

Quais os elementos que podemos reconhecer para um culto? Os teólogos puritanos de Westminster, elaboram o chamado princípio regulador do culto, onde devemos colocar no culto somente aquilo que Deus ordenou na sua palavra. Veja o que diz a confissão no capitulo XXI.V:

A leitura das Escrituras com o temor divino (At 15:21; Ap 1:3), a sã pregação da Palavra (2Tm 4:2) e a consciente atenção a ela em obediência a Deus, com inteligência, fé e reverência (Tg 1:22; At 10:33; Mt 13:19; Hb 4:2; Is 66:2); o cantar salmos com graças no coração (Cl 3:16; Ef 5:19; Tg 5:13), bem como, a devida administração e digna recepção dos sacramentos instituídos por Cristo, são partes do ordinário culto de Deus (Mt 28:19; 1Co 11:23-29; At 2:42), além dos juramentos religiosos (Dt 6:13 com Ne 10:29); votos (Is 19:21 com Ec 5:4,5), jejuns solenes (Jl 2:12; Ester 4:16; Mt 9:15; 1Co 7:5); e ações de graças em ocasiões especiais (Sl cap. 107; Et 9:22), tudo o que, em seus vários tempos e ocasiões próprias, deve ser usado de um modo santo e religioso (Hb 12:28). 

Tudo isso, era reconhecido como parte para um culto religioso.

Terceiro, oração. Todos os homens de Deus das Escrituras, eram homens de oração. Elias preparou todo o altar e colocou o animal para o sacrifício, e em seguida faz uma oração:
Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque, e de Israel, seja manifestado hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme a tua palavra tenho feito todas estas coisas. Responde-me, ó Senhor, responde-me para que este povo conheça que tu, ó Senhor, és Deus, e que tu fizeste voltar o seu coração (1Rs 18:36,37).

Veja, a oração do profeta de Deus tinha como o objetivo a glória de Deus. Será que a oração dos ditos profetas do nosso tempo, tem essa mesma intenção? Os ministros de Deus, são pessoas comprometidas com a oração, já os falsos profetas não têm nenhum compromisso com uma vida voltada para a oração; a não ser na frente de pessoas para dizer que oram. Elias orou para que o povo de Deus se voltasse ao arrependimento, quando pediu para Deus o responder; o Senhor atendeu com fogo dos altos céus e toda a congregação de Israel conheceu que somente o Senhor é Deus (1Rs 18:39). No Novo Testamento, temos a vida de Jesus como maior exemplo de oração, os discípulos ficaram impressionados com vida de oração de Jesus; em vez de pedirem: Senhor ensina-nos a pregar da forma que o Senhor prega, eles pediram para o Senhor ensina-los a orar. Portanto, que possamos aprender com Elias, Jesus e os apóstolos sobre a importância da oração.

Conclusão   

Elias foi um profeta corajoso, enfrentou os profetas de Baal e aos mesmos foi provado que sua divindade era totalmente falsa, com isso foram executados. Bem sabemos que vai chegar um dia que os falsos profeta vão se deparar com o juízo de Deus. Mas do relato de Elias com os profetas de Baal, podemos tirar várias lições para os dias atuais, entre elas está o culto a Baal que era marcado por manifestações estranhas como: danças, êxtases, orações vazias, autoflagelação e profecias para agradar o rei Acabe. Todas essas ações são bem presentes nos dias atuais.

Enquanto que Baal representa uma espécie de culto falso a Deus e seus profetas, Elias restaura o culto verdadeiro a Deus, onde o Senhor é exaltado. Ele representa, aqueles pregadores que confrontam o pecado, quando eles se afastam de Deus. E não somente isto, mas também o valor da oração, por intermédio dela Deus operou poderosamente no meio do seu povo.

Que possamos aprender com esse homem de Deus, imitar sua coragem quanto combater a manifestações estranhas, pecado e defender a glória de Deus.

Sidney Muniz     

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Como identificar um Profeta




O capítulo 13 do livro de Deuteronômio ensina de uma forma muita clara, como identificar se um milagre ou um profeta provém de Deus. Nos dias em que vivemos, onde encontramos pessoas se intitulando profetas de Deus, milagres sendo divulgados, escândalos sendo presenciados em várias igrejas, teologia da prosperidade (se é que podemos chamar isto de teologia), a mensagem que Moisés deixou para a nação de Israel é bem atual para os nossos dias, embora não seja praticada.

Quero deixar uma série bem resumida sobre este assunto, porque é preciso conhecermos as passagens bíblicas que Deus fala sobre os falsos profetas e expor cada uma delas; os falsos profetas precisam ser desmascarados, para que muitos saiam do engano em que foram colocados.

Como identificar um profeta?

O livro de Deuteronômio ensina duas formas de identificar um profeta, a primeira é avaliar o conteúdo da mensagem do profeta.  Moisés no primeiro versículo diz: Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio (Dt 13:1). Nota-se com essa declaração que, o profeta no Antigo Testamento trazia um sinal ou um prodígio para o povo. É importante analisar até aqui que, Moisés não ensina de maneira alguma aprovar um profeta por milagres ou sinal, mas pelo conteúdo que o porta voz traz nas suas palavras:

E suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los; não atenderás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o SENHOR vosso Deus vos prova, para saber se amais o SENHOR vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma (Dt 13:2,3).

Veja, o profeta (por mais que operasse algum tipo de milagre), não deveria definir a autenticidade dele, mas sim, se o prodígio estivesse em harmonia com palavra de Deus. Moisés instrui o povo que se o profeta operasse o milagre, e dissesse para ir após outros deuses, não deveriam dar crédito a ele; porque o mesmo estaria violando o mandamento divino que dizia para não adorar outros deuses (Ex 20: 3). Portanto, um milagre da parte de Deus nunca vai contradizer sua palavra. Os milagres que Deus opera no meio do seu povo, sempre vão está em perfeita sintonia com sua Santa Palavra.

Diante disso podemos nos perguntar: será que os milagres operados hoje por muitos que se intitulam profetas e apóstolos, são verdadeiros sinais de Deus? Será que os milagres operados por eles, estão de acordo com a palavra de Deus? Ou será que os milagres realizados por eles, levam o povo mais admirar eles do que à Deus? Devemos lembrar que por mais que sejam realizados qualquer tipo de milagre entre o povo de Deus, se não tiver de acordo com as Escrituras, eles devem ser rejeitados e tido como falsos. Como disse Lutero: Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias.

Segundo, o cumprimento de suas profecias. Moisés no capitulo 18 de Deuteronômio fala para o povo que Deus vai levantar um profeta semelhante a ele, e sabemos que isso se refere ao próprio Cristo. E qualquer que não ouvisse esse profeta, Deus exigiria contas, mas se o profeta que falasse as Palavras de Deus sem Ele ordenar ou em nome de outros deuses, esse seria morto (Dt 18: 19,20). Então, como eles iriam conhecer a palavra do Senhor diante disso? Moises responde:

E, se disseres no teu coração: Como conheceremos qual seja a palavra que o Senhor falou? Quando o profeta falar em nome do Senhor e tal palavra não se cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra que o Senhor não falou; com presunção a falou o profeta; não o temerás (Dt 18:21,22).

Aqui fica evidente que, Deus falou pela boca de tal profeta quando sua profecia passava pelo teste do tempo, ou seja, quando sua profecia se cumpria. Se o profeta falasse algo para o povo e essa profecia não tivesse seu cumprimento, Deus não falou por ele e com soberba falou aquele mensageiro; na Antiga Dispensação o mesmo deveria ser morto.

Porque Deus permite falsos profetas no meio do seu povo?

Enquanto Cristo não voltar por meio da sua segunda vinda, sempre haverá falsos profetas no meio do povo de Deus. E com que intenção Deus permiti que isso aconteça? Simplesmente para provar seu povo:

E suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los; não atenderás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o SENHOR vosso Deus vos prova, para saber se amais o SENHOR vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma (Dt 13:2,3).

A palavra provar tem o sentido de testar, essa mesma palavra Deus utilizou quando os deixou no deserto por quarenta anos para humilhar, provar e vê se realmente obedeceriam aos mandamentos do Senhor (Dt 8:3). Fica claro por meio dessa passagem que Deus espera de seus filhos, é que os mesmos amem a Deus e sua Palavra com todo coração. A partir do momento que, um falso profeta opera algum milagre e ele não está de acordo com as escrituras; ainda sim pessoas seguem esses embusteiros, estão provando que não amam à Deus. Porque todos aqueles que amam a Deus de fato, sempre vão obedecer aos Seus mandamentos acima de todas as coisas, ainda que o profeta realize seja qual for o milagre e ele não estiver de acordo com a Bíblia, os filhos de Deus não se deixarão ser levado por tal fração ínfima.

Jesus disse: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada. Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou (Jo 14:23,24). Jesus mostra claramente, os verdadeiros filhos de Deus o seguem por amor, obedecendo os seus mandamentos e não ávidos por milagres. Uma multidão seguia a Jesus somente por causa dos milagres e não com uma intenção sincera de seguir Seus ensinamentos. Dessa forma, podemos dizer que Deus permite falsos profetas entre o povo, com objetivo de ver até onde vai a obediência de seus filhos.

O que é mais importante para Deus

O que Deus mais espera do seu povo amado, é que tais examinem tudo, para não serem enganados por milagres que são contrários à Sua Palavra. Moisés exorta o povo: Após o Senhor vosso Deus andareis, e a ele temereis, e os seus mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis, e a ele servireis, e a ele vos achegareis (Dt 13:4). Moisés alerta a nação de Israel a se basear pela lei, porque nessa época era a parte das escrituras (pentateuco) que os mesmos seguiam, contudo, se eles não seguissem a lei poderiam cair no erro dos falsos profetas. Portanto, devemos nos voltar mais para os mandamentos do Senhor, temer a Ele, ouvi sua voz e servir somente a Ele; fazendo isto, não cairemos no engano dos falsos profetas.

Hoje, encontramos as pessoas dando mais valor aos milagres do que os próprios mandamentos do Senhor. Sabemos que os milagres têm sua importância para a igreja do Senhor, mas ele não é a parte principal do Evangelho, o centro do Evangelho é Cristo. Há muitas pessoas que são curadas, mas muitas delas não acabam servindo à Deus e sua palavra; por isso, Deus espera que seus filhos deem mais valor para aquilo que é eterno, como: os mandamentos de Deus, temer a Ele e servi-lo, são valores que os cristãos não devem negociar.

Como mostra o Breve Catecismo de Westminster, sobre nossa responsabilidade aqui nessa terra: 

Pergunta 1. Qual é o fim principal do homem?
Resposta: O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre.

Vejamos, o nosso objetivo está em glorificar a Deus aqui nessa terra. É difícil você encontrar esses que estão na TV anunciando milagres, ensinar o povo sobre como eles devem viver para a glória de Deus. Sempre estão dando ênfase a milagres, enquanto a vida cristã de muitos membros anda em decadência e em declínio total. Porém, Deus dá ênfase à uma vida de obediência a Sua palavra, isso é o mais importante para Ele. Já os falsos profetas, dão mais valor aos milagres e deletam a vida cristã.  
Conclusão

O que podemos colocar em prática diante disso tudo é: Como podemos identificar um profeta com base em Deuteronômio 13? Primeiro, analisar o conteúdo da sua mensagem. Segundo, o cumprimento da sua profecia.

Outra lição importante é porque Deus permite falsos profetas entre o seu povo. A resposta é bem clara, para testar se os filhos de Deus obedecem a Sua Palavra ou o falso profeta. Por último, aprendemos o que Deus mais valoriza não são os milagres, ainda que ele seja importante na igreja e que venhamos orar por uma operação divina na vida de alguém; não é o centro do evangelho. O que é mais importante para Deus, é a obediência de seus filhos pela Sua Palavra. Isso é o que devemos mais dar valor, porque Jesus disse que aquele que lhe ama, são os que guarda os seus mandamentos (Jo 14:23).


Sidney Muniz